Logo Baru Observatório

TECCER e CONDEFÉ no FICA 2026: ciência e defesa do Cerrado

Professores, acadêmicos e pesquisadores do TECCER/UEG participaram de oficinas, rodas de conversa e ações de extensão que integraram ciência, cultura e educação ambiental durante o festival.

Um placeholder qualquer

Letícia Jury

21 de junho de 2026

Compartilhe nas redes sociais

 

Acadêmicos, professores e pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado (TECCER), da Universidade Estadual de Goiás, estiveram, durante a semana, na Cidade de Goiás, para participar das atividades da 27ª edição do FICA (Festival Internacional de Cinema Ambiental). Houve espaços de apresentação de pesquisas, intercâmbio cultural, exposições, distribuição de livros, contação de histórias, debates, dentre outros.

Entre as ações realizadas, esteve a oficina de Cianotipia, organizada pelos professores Josana Peixoto, Rafael de Almeida e Flávio Ayres; que apresentou aos participantes uma técnica fotográfica histórica baseada na ação da luz solar para a formação de imagens, o que integrou processos de criação e observação da natureza. Na sequência, foi realizada uma roda de conversa sobre saúde planetária, que abordou a relação entre saúde humana, biodiversidade e equilíbrio dos ecossistemas.

Whats App Image 2026 06 21 at 10.45.30 (1) Whats App Image 2026 06 21 at 10.45.30

Os pesquisadores do projeto CONDEFÉ apresentaram os resultados de suas pesquisas sobre a cagaita e a gabiroba na Tenda Multiétnica, espaço dedicado à valorização da diversidade e dos saberes tradicionais. Em um momento de promoção da educação ambiental lúdica, por meio da contação da história “As Aventuras de Gabi e Eugênia no Vale Encantado de São Patrício”, aproximaram o público das discussões sobre o Cerrado.

Whats App Image 2026 06 21 at 10.38.00

Na ocasião, os livros “Cagaita e Gabiroba: do reconhecimento em campo ao uso sustentável” e “Entre Flores e Florestas” foram distribuídos aos participantes, o que reforça o compromisso com a democratização do conhecimento e com o diálogo entre pesquisa e sociedade.

FICA

"O meio ambiente visto com arte". O slogan despontou em 1999, quando Luiz Felipe Gabriel, Jaime Sautchuk, Adnair França e Luís Gonzaga idealizaram o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), realizado na Cidade de Goiás, sob coordenação geral do cineasta João Batista de Andrade. A primeira edição aconteceu entre os dias 2 e 6 de junho daquele ano.

Ao longo de 27 edições, o festival consolidou-se como espaço de formação, intercâmbio de conhecimento e difusão audiovisual. A programação passou a reunir oficinas, cursos, palestras, fóruns, exibições cinematográficas e apresentações culturais, aproximando o público das discussões ambientais e ampliando o alcance do cinema como ferramenta de reflexão.

Em 2026, o FICA foi realizado entre os dias 16 e 21 de junho com o tema "Água e Clima no Brasil das Nascentes". A programação incluiu ações voltadas à educação, cultura, saúde e meio ambiente. Entre elas, a Tenda da Saúde promoveu palestras sobre recursos hídricos e saúde bucal, oficinas educativas para crianças, atividades sobre alimentação saudável e uma homenagem a Maria Luiza da Silva, coordenadora da Pastoral da Saúde da Cidade de Goiás.

As atividades culturais estiveram presentes em diversos espaços da cidade. As ações da Gibiteca, as sessões de cinema ao ar livre e as apresentações no Palco Coreto integraram cultura, lazer e conscientização ambiental. Paralelamente, as Mostras Competitivas reuniram produções da Mostra de Cinema Indígena e de Povos Tradicionais, da Mostra Internacional Washington Novaes, da Mostra do Cinema Goiano e da Mostra Becos da Minha Terra.

As Mostras Paralelas ampliaram a programação audiovisual com sessões do FICA Animado, Mostra Fiocruz, Mostra ECOA, FICA nas Escolas do Campo, Festival de Videoclipes, Sessão Araguaia Vivo, exibições sobre o acidente com o Césio-137 e a experiência em realidade virtual "Xizexak Hametéhar: uma Jornada entre Mundos". As atividades abordaram temas relacionados ao meio ambiente, à ancestralidade, à educação e à cultura.

O Fórum Horizontes promoveu debates sobre mudanças climáticas, recursos hídricos, biodiversidade, patrimônio cultural, comunicação ambiental, produção audiovisual, direitos indígenas e desenvolvimento regional. A programação incluiu ainda o III Fórum Infantil de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, encontros com realizadores, conferências e rodas de conversa com pesquisadores, cineastas, comunicadores e representantes de instituições públicas e da sociedade civil.

As atividades formativas aconteceram no Colégio Sant’Ana, com oficinas de produção audiovisual, documentário, cinema com celular em contexto indígena, elaboração de projetos, crítica cinematográfica, comunicação ambiental e educação para a sustentabilidade. O espaço FICA Compartilhado reuniu exposições, oficinas, experiências sensoriais e ações voltadas à preservação das águas do Cerrado, biodiversidade, saúde pública, patrimônio cultural, reciclagem e descarte correto de medicamentos.

© 2026 Baru Observatório - Alguns direitos reservados. Desenvolvido por baraus.dev.